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Cem anos de imigração bessarabiana No Brasil -

uma história pouco conhecida

 

Veja como foi o evento no Memorial do Imigrante

homenageando em 2023 os mortos de maneira trágica numa pequena ilha pertencente ao município de Ubatuba, no litoral paulista. Isso ocorreu há 100 e demonstra como foi difícil os primeiros tempos dos imigrantes no Brasil.

Homenagem em 2023 aos mortos de maneira trágica numa pequena ilha pertencente ao município de Ubatuba, no litoral paulista. Este fato ocorreu há 100 anos e demonstra como foi difícil os primeiros tempos dos imigrantes no Brasil.

"Nos tempos no Brasil", apresentados por Neide de Souza Praça, contam a história dos imigrantes Bessarabianos Búlgaros e Gagaúzos na aventura de buscar um novo mundo na desconhecida América durante o século XX e descobrem um Brasil diferente do Brasil oferecido.

Veja mais em: Associação Cultural Povo Búlgaro, no Youtube

Esta obra é parte das comemorações do Centenário da Imigração Bessarabiana de búlgaros e gagaúzes, no Brasil. Trata do processo migratório de búlgaros e gagaúzes, que partiram da Bulgária, onde viviam subjugados pelo Império Otomano, em direção à Província da Bessarábia, no extremo oeste da Rússia, onde formaram povoamentos, os quais, em 1918, passaram ao domínio romeno. Em 1926, pressões econômicas, climáticas e políticas motivaram parte da população a emigrar maciçamente da Bessarábia ao Brasil. Após a travessia transoceânica, a busca por melhores condições de vida determinou deslocamentos entre os meios rural e urbano até a fixação familiar, em sua maioria, nas cidades. Merece destaque o isolamento involuntário de famílias de imigrantes, na Ilha dos Porcos. A invisibilidade dos imigrantes e seus descendentes, quer no meio social quer pelas autoridades de imigração, permeia a narrativa. Ainda assim, formaram colônias agrícolas no interior do estado em associação com conterrâneos, e, já no meio urbano, criaram uma associação onde pudessem se encontrar e preservar tradições e cultura. A identificação de 1956 nomes de famílias de imigrantes, em grafia original ou modificada, demonstra a abrangência da imigração bessarabiana búlgara e gagaúze no Brasil. Cabe destaque, ainda, à produção artística e científica de imigrantes e descendentes, que desenvolveram e publicaram trabalhos acadêmicos e ou livros e outras produções em variadas áreas.

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Este livro integra as celebrações dos 100 anos da imigração dos Bessarabianos Búlgaros e Gagaúzes

no Brasil.

Reúne música, nove poemas, uma síntese histórica e joias comemorativas, expressões diversas nascidas de um mesmo chamamento coletivo, como gestos de memória, pertencimento e continuidade.

As vozes aqui reunidas atravessam gerações, trazendo marcas de travessia, trabalho, silênccio e reinvenção. As joias se somam a essas vozes, oferecendo à memória uma forma, um peso, uma permanência.

 

Ao longo destas páginas, palavras e joia constroem, juntas, um território simbólico.  Um espaço onde

raízes se reconhecem mesmo após longas travessias, onde o passado não é fixo, nem distante, mas vivo, transmitido em gestos, imagens, formas, sabores, músicas, nomes e afetos.

Este livro é dedicado aos que partiram, aos que ficaram e aos que hoje, ousam lembrar.

​Por Eduardo Roscov

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Antonio Peticov: ele completa 80 anos

em 2 de julho (Karina Burigo/Divulgação) /

Veja São Paulo

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Foto do arquivo do autor

Vilma Lemos

Priscila F. Perazzo

Pedro Canfora

Resumo

Relacionou-se memória e patrimônio cultural a partir das narrativas orais de 14 mulheres de origem búlgara bessarabiana em três gerações. O objetivo é apresentar e analisar as narrativas orais dessas mulheres, considerando aspectos de sua cultura e trajetória de seus ancestrais pelo viés da memória, lembranças, vivências e sentimentos, de modo que tais registros se constituam em patrimônio cultural local. Tal proposta se justifica pela possibilidade em dar escuta a um grupo minoritário de imigrantes e descendentes, por meio da voz dessas gerações de mulheres. Ressaltou-se das narrativas temas como: vinda de imigrantes, aprendizado da língua e culinária. Como resultado, viu-se um painel de três gerações de mulheres ligadas por laços familiares e de seu grupo étnico cultural. A metodologia utilizada foi a das narrativas orais de histórias de vida, baseada nos métodos da História Oral.

MEMÓRIAS DE MULHERES IMIGRANTES: SABERES E SABORES DE TRÊS GERAÇÕES DE BÚLGARAS BESSARABIANAS NAS CIDADES DO ABC PAULISTA

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