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A expansão gradual de publicações sobre a Imigração de bessarabianos búlgaros e gagaúzes, no Brasil, ocorreu após 2005, quando Jorge Cocicov publicou seu primeiro livro sobre o tema, o qual compôs a Trilogia que se completa com novas publicações em 2007 e 2015. Anteriormente, nas décadas de 1960 e 1970, outros livros de autoria de imigrantes foram publicados. Autores brasileiros, em sua grande maioria descendentes dos primeiros imigrantes, também contribuem para eternizar esta história.

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Raízes da Bessarábia
Bessarabianos, búlgaros e gagaúzes 100 anos de imigração no Brasil


 

Pedro Dimitrov e Stefania Dimitrov

Editora Terra Redonda; 2026

Este livro integra as celebrações dos 100 anos da imigração dos Bessarabianos Búlgaros e Gagaúzesno Brasil.Reúne música, nove poemas, uma síntese histórica e joias comemorativas, expressões diversas nascidas de um mesmo chamamento coletivo, como gestos de memória, pertencimento e continuidade.As vozes aqui reunidas atravessam gerações, trazendo marcas de travessia, trabalho, silêncio e reinvenção.As joias se somam a essas vozes, oferecendo à memória uma forma, um peso, uma permanência.

Ao longo destas páginas, palavras e joia constroem, juntas, um território simbólico.  Um espaço onde raízes se reconhecem mesmo após longas travessias, onde o passado não é fixo, nem distante, mas vivo, transmitido em gestos, imagens, formas, sabores, músicas, nomes e afetos.

Este livro é dedicado aos que partiram, aos que ficaram e aos que hoje, ousam lembrar.

Jorge Cocicov, Neide de Souza Praça, Nelson Grecov
Ed. dos Autores; 2024.

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1926 - 2026: sua história em três tempos

Cordel: José Franklin da Silveira

Centenário da imigração bessarabiana búlgara e gagaúza no Brasil

Esta obra é parte das comemorações do Centenário da Imigração Bessarabiana de búlgaros e gagaúzes, no Brasil. Trata do processo migratório de búlgaros e gagaúzes, que partiram da Bulgária, onde viviam subjugados pelo Império Otomano, em direção à Província da Bessarábia, no extremo oeste da Rússia, onde formaram povoamentos, os quais, em 1918, passaram ao domínio romeno. Em 1926, pressões econômicas, climáticas e políticas motivaram parte da população a emigrar maciçamente da Bessarábia ao Brasil. Após a travessia transoceânica, a busca por melhores condições de vida determinou deslocamentos entre os meios rural e urbano até a fixação familiar, em sua maioria, nas cidades. Merece destaque o isolamento involuntário de famílias de imigrantes, na Ilha dos Porcos. A invisibilidade dos imigrantes e seus descendentes, quer no meio social quer pelas autoridades de imigração, permeia a narrativa. Ainda assim, formaram colônias agrícolas no interior do estado em associação com conterrâneos, e, já no meio urbano, criaram uma associação onde pudessem se encontrar e preservar tradições e cultura. A identificação de 1956 nomes de famílias de imigrantes, em grafia original ou modificada, demonstra a abrangência da imigração bessarabiana búlgara e gagaúze no Brasil. Cabe destaque, ainda, à produção artística e científica de imigrantes e descendentes, que desenvolveram e publicaram trabalhos acadêmicos e ou livros e outras produções em variadas áreas.

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Deixei uma parte do meu coração entre duas margens com a cor do oceano
Arte da comunicação na migração: Volume 1: América do Sul

Anzhela Georgieva 
2026

Vocabulário português / búlgaro

Direcionado às populações de língua portuguesa que pretendem aprender o idioma búlgaro, relaciona letras do alfabeto cirílico com seu correspondente som no alfabeto latino. Verifica-se que o conhecimento mínimo de 1000 palavras búlgaras seria suficiente para a comunicação nesse idioma. Regras básicas de acentuação e de emprego de singular ou plural efetivam o aprendizado, assim como alguns cuidados a serem observados na pronúncia dos vocábulos listados. Destaque-se que palavras estrangeiras e suas origens se intercambiam com o idioma búlgaro, com destaque para 35 provérbios búlgaros e seus significados na língua portuguesa, o que corrobora a estreita relação entre os dois idiomas.

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Jorge Cocicov

Ed. do Autor; 2023.

Seleção de palavras da língua portuguesa semelhantes às do idioma búlgaro. Aprenda 1.500 palavras em menos de 30 minutos. 

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Trata da História de Vida de mulheres de origem bessarabiana búlgara ou gagaúze, representantes de três gerações distintas. Apresenta a vivência das mulheres segundo sua origem e descendência. O grupo inicial é representado por três mulheres (primeira geração) nascidas na Bessarábia, que, ainda crianças, emigraram com suas famílias ao Brasil, em 1926. O texto construído com suas narrativas mostra os motivos que levaram as famílias a emigrarem, assim como descreve sua adaptação à nova terra ao longo dos anos. Na sequência, sete mulheres nascidas no Brasil (segunda geração), filhas de imigrantes, realçam a preservação da cultura trazida pelos pais em ambos os ambientes, privado e público. O texto resultante demonstra o envolvimento dos familiares no esforço de aculturação, sem perder suas tradições búlgaras. Quatro mulheres da terceira geração, ou seja, netas de imigrantes, compõem a narrativa que apresenta a preservação da memória familiar, com destaque aos momentos que conviveram com os avós e outros parentes imigrantes, assim como descrevem os caminhos percorridos por sua geração na obtenção de integração social e desenvolvimento educacional. Consta, também, galeria de fotos.

Narrar para não esquecer
Histórias de vida de búlgaras
da Bessarábia e descendentes


 

Vilma Lemos

Ed. da Autora; 2019

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Trata-se de um romance, cujo personagem principal é um jovem bessarabiano de origem búlgara. Ambientado no início do século XX, em território da Bessarábia sob domínio romeno, narra a história de um jovem casal que se conhece e se apaixona logo após o rapaz retornar dos campos de luta da Primeira Guerra Mundial. Porém, o destino é cruel e a moça é assassinada. Atormentado, Vassil promete vingança e elabora um plano que persegue ao longo dos anos (foco principal da narrativa). Casa-se novamente e com sua família emigra para o Brasil, onde desbrava terras virgens na região oeste de São Paulo. O tempo passa e seu filho integra a Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, chegando a ser condecorado por bravura e a tornar-se oficial do Exército Brasileiro. A narrativa traz momentos ficcionais de suspense, entremeados com acontecimentos verídicos da história brasileira e mundial. Trata-se, portanto, de uma paixão nunca esquecida, que permeia toda a narrativa ambientada em dois cenários específicos, Bessarábia e Brasil.

Bessarabian diaspora in Brazil.

Souza VHS, Rodrigues AS, Marcos Antonio Vazniac, Gil IC.

In: Ethnic communities and diaspora in time and space.

Lozavanu D, organizador.

Chisinau; 2019. p.200-3.

[publicado nos idiomas inglês, russo e romeno. ISBN: 978-9975-108-89-8].

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Dedicada a manter viva a história de 2000 imigrantes búlgaros e gagaúzes que, em 1926, foram levados involuntariamente à Ilha dos Porcos, hoje Ilha Anchieta, litoral de São Paulo, esta obra é o resultado de pesquisas de seu autor, que buscou registros e vestígios da passagem destes imigrantes pelo confinamento. A justificativa oficial do deslocamento compulsório e agressivo dos imigrantes até a cidade de Santos e, posteriormente, seu transporte à ilha não repercute as precárias condições das instalações, de higiene e de alimentação vivenciadas pelos imigrantes no período em que permaneceram na ilha. Seu isolamento, o desconhecimento no preparo de alimentos com plantas nativas, e a inexistência de assistência médica são apontados como determinantes da morte de 151 imigrantes, a maioria crianças. Diante da situação, os imigrantes concordaram em seguir para as fazendas de café do estado, fato que questionavam quando foram levados à ilha. Uma compilação do noticiário da imprensa da época ilustra os acontecimentos, porém, de maneira suavizada, sendo raras as abordagens sobre a real condição destes imigrantes. Cópias de documentos, de notícias publicadas, e do envolvimento de voluntários e de membros do Legislativo de Ubatuba embasam a homenagem e o reconhecimento da cidade paulista que, em 2016, criou o Dia do Imigrante Bessarabiano Búlgaro e Gagaúze.

Jorge Cocicov / Cordel: José Franklin da Silveira

Ed. do Autor; 2017

Castigo e morte

Vassil, o imigrante búlgaro

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Jorge Cocicov

Marcos Antonio Vazniac

Ed. dos Autores; 2017.

Capítulo de livro

Trata da jornada de uma família de bessarabianos de origens búlgara e gagaúze, agricultores de religião ortodoxa, que deixaram a Europa com a esperança de uma vida livre de sobressaltos em terras paulistas. Ao contextualizar as regiões de origem e de destino, é evidente a alternância de poder na Província da Bessarábia e nos Balcãs onde, desde o século VII, ocorrem invasões e conflitos, assim como se destacam as condições climáticas na região no século XX. Tais situações contribuíram para a emigração em massa em 1926. Por seu lado, a política do governo brasileiro voltada à imigração, nos séculos XIX e XX, valorizava as propostas de miscigenação e branqueamento da população brasileira, assim como a dinâmica de recrutamento e de recepção do imigrante no país, em especial, os bessarabianos, o que contribuiu para a imigração de europeus. Com foco na história de vida do patriarca da família, é possível identificar as idas e vindas, entre os meios rural e urbano, sem excluir os casamentos e a formação das famílias dos jovens familiares em terras brasileiras. É possível identificar, também, o momento de acomodação familiar em cidade próxima à capital paulista na década de 1940, e a contextualização do cenário onde o patriarca se fixou, bem como os seus descendentes. A linha do tempo da trajetória destes imigrantes no Brasil, assim como sua árvore genealógica reforçam a narrativa. Acompanha galeria de fotos.

Imigrantes da Bessarábia
Jornada em terras tropicais


 

Neide de Souza Praça

All Print Editora; 2016.

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Pequeno dicionário/glossário
de palavras e expressões dos 
imigrantes búlgaros/bessarabianos
chegados ao Brasil nos anos vinte do século XX.

 

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Celso Grecov

Ed. do Autor; 2016.

Este é o terceiro e último livro da Trilogia iniciada em 2005. As histórias familiares continuam como foco central, com relatos familiares anteriormente apresentados sendo complementados, mas também há inserção de narrativas de famílias bessarabianas búlgaras e gagaúzes recém identificadas. O conteúdo demonstra a amplitude desse processo imigratório. O cuidado em inserir as árvores genealógicas como partes dos relatos familiares facilita o reconhecimento das famílias e traz luz às suas estruturas. Por seu lado, aspectos históricos e atuais das regiões de origem destes povos - Bulgária e Bessarábia - mostram conflitos e peculiaridades políticas que, ao final de 1925, influenciaram na decisão dos cidadãos em emigrar, e que, atualmente, servem de barreiras à visitação a regiões sensíveis militarmente. A Trilogia concluída é o retrato da Imigração Bessarabiana Búlgara e Gagaúze, no Brasil, que merece ser reconhecida pela sociedade e pelo processo imigratório do país.

Imigrantes bessarabianos
Búlgaros e gagaúzos - “Romenos”
Bessarábia (Moldávia). Brasil. Uruguai. 1926/2015

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Jorge Cocicov

Ed. do Autor; 2015

Tesouros da Bulgária. Terra de antigas civilizações: o tesouro de ouro mais antigo do mundo
 

Demétrio Ivan Dimitroff Ivanoff.

Editora Scortecci: 2014.

Este é o segundo livro da Trilogia iniciada em 2005. As histórias familiares apresentadas no livro anterior são enriquecidas com narrativas de novas famílias, que acrescentam luzes à imigração bessarabiana búlgara e gagaúze, pois possibilitam emergir as condições de vida destes imigrantes, tanto na Europa quanto no Brasil. Cada nova narrativa reforça a resiliência dos imigrantes e seus descendentes na tentativa de integração e de aculturação à nova sociedade. O trabalho no campo, do imigrante e de seus descendentes, facilitou a aproximação entre conterrâneos e possibilitou a criação de colônias, que uniram os imigrantes e possibilitaram o apoio mútuo. A história da criação e a caracterização de cada uma das colônias mostra que se distribuíram pelo interior dos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Por seu lado, os gagaúzes deixam de ser desconhecidos entre nós, porque ganham registros históricos sobre sua origem e localização atual na República da Moldávia; além da divulgação de sua cultura, culinária e alguns vocábulos da língua; o conjunto de dados situa esta etnia no cenário imigratório brasileiro. As fotos distribuídas por toda a narrativa ilustram o registro da trajetória dos imigrantes bessarabianos búlgaros e gagaúzes que chegaram ao Brasil, em 1926.

Imigração búlgaros e
gagaúzos bessarabianos

Brasil, Uruguai

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Jorge Cocicov

Editora Legis Summa; 2007

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Reeditado no idioma búlgaro, com capa diferenciada, pela Sociedade Científica para Estudos Búlgaros, na República da Moldávia, 2021

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Este livro foi reeditado no idioma búlgaro, às expensas do governo da Bulgária, em Sofia, 2014

Imigração no Brasil
Búlgaros e gagaúzos bessarabianos

Jorge Cocicov

Editora Legis Summa; 2005

Primeiro livro da Trilogia concluída em 2015, esta obra apresenta a imigração de bessarabianos búlgaros e gagaúzes que chegaram ao Brasil em 1926, onde, resilientes, se fixaram. Mostra o esforço do autor para trazer luzes ao processo de imigração de sua etnia búlgara, na busca pela visibilidade na sociedade e no processo de imigração. A região da Bessarábia, local de nascimento dos imigrantes, apresenta-se repleta de conflitos e de períodos de dominação estrangeira, mostrando a condição de vida desses povos que, maciçamente, partiram em busca de melhor condição de vida num país estrangeiro. A viagem transoceânica e o posterior transporte por via férrea, o alojamento na Hospedaria dos Imigrantes do Brás, em São Paulo, e a ida para as fazendas de café mostram o caminho percorrido pelas famílias até se fixarem décadas após a chegada, em sua maioria em região urbana. A formação de colônias nos loteamentos no interior do estado aproximou as famílias de imigrantes e exigiu intensivo trabalho braçal para desmatamento das florestas e sobrevivência. Ao residir em meio urbano, muitas vezes o trabalho do imigrante esteve voltado à construção de obras de infraestrutura. O foco central, no entanto, é marcado pelas histórias familiares contadas pelos imigrantes ou seus descendentes, desde a vivência na longínqua Bessarábia, até sua vida no campo e ou nas cidades, no Brasil. São lembranças presentes em cada contexto familiar, que mostram semelhanças com a história de vida de tantas outras famílias de imigrantes. A tragédia que ocorreu na Ilha dos Porcos, em 1926, é lembrada por meio do registro dos mortos segundo os nomes, idades e causas do óbito. Extenso e variado acervo de fotos encerra a narrativa.

André Peticov.

Imprensa da Fé; 1977.

Testemunho de um imigrante
Búlgaros e gagaúzos bessarabianos

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Esta é uma narrativa sobre a história familiar de imigrantes bessarabianosbúlgaros, que chegaram ao Brasil em 1926, que se assemelha à de tantas outras. O autor,Pastor da Igreja Batista, narra a história da própria família no processo imigratório. A faltade mão de obra nas fazendas de café motivou o governo brasileiro a abrir as portas para aimigração estrangeira, oferecendo vantagens e promessas, que atraíram búlgaros, russos,ucranianos, alemães, poloneses, italianos e judeus da Bessarábia, entre outros povos.Iludidos pela oferta de passagem gratuita, moradia e material agrícola suficiente para oinício dos trabalhos no campo, grupos de famílias, a do autor em particular, se propuseramà viagem. Seus pais, juntamente com os quatro filhos pequenos reuniram-se a outras 26famílias da mesma região de origem e, por via férrea, em dezembro de 1925, cruzaramvários países europeus até embarcarem, em janeiro de 1926, no porto de Gênova;desembarcaram na Ilha das Flores, RJ, onde permaneceram por alguns dias. Ali,surpreenderam-se com a oferta de arroz com feijão preto, pratos tipicamente brasileiros:em sua cultura, o arroz era alimento de pessoas ricas, enquanto o feijão destinava-se aospobres. Posteriormente trazidos para São Paulo, permaneceram alguns dias na Hospedariados Imigrantes do Brás. Em seguida, como todos os outros imigrantes à época, foramlevados às fazendas de café no interior do estado. Nelas, trabalharam pelo período de doisanos para cumprimento de contrato. Passado esse prazo, dispersaram-se, ainda que algunsagricultores permanecessem nas fazendas. O clima frio, mais próximo de sua região deorigem, levou imigrantes a se mudarem para os estados do sul do país. A maioria buscouviver nas cidades, opção da família do autor, que se instalou em São Paulo.

Stefan Mikhailovitch Kintchev

Editora Lítero-Técnica; 1960, 1969. 4v.

Terras da Bessarábia (Danubiana).
Estranha ideia de um moço: crônica da terra natal.

Búlgaros e gagaúzos bessarabianos

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Stefan Mikhailovitch Kintschev era poliglota.

Ele falava búlgaro, russo, alemão, romeno e português, pelo menos. No exército russo foi aproveitado como intérprete. Em 1926 migrou para o Brasil. Ele é o autor da série de quatro livros intitulada Estranha ideia de um moço, publicada na década de 1960 na cidade paranaense de Cornélio Procópio. Notadamente de inspiração autobiográfica, a obra conta as aventuras e desventuras de Stiopa, personagem fictício que luta na primeira guerra mundial e depois organiza a vinda dos bessarabianos ao nosso país. Kintschev descreve com riqueza de detalhes a vida dos bessarabianos de origem búlgara, as festas e danças, os casamentos e enterros. Consta que o autor teve que adaptar a tipologia das teclas de uma máquina de escrever para redigir primeiro em russo e depois verter para o português. Ele mesmo teria fundido os tipos cirílicos e os colocado no lugar das letras latinas. Não só a história, mas escrevê-la em si foi uma epopeia…

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